Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Qui Ago 02, 2018 3:07 am

Narração - Anne

Anne desperta para mais uma noite, como de costume, desde a noite que Austin foi novamente considerada segura, estava tudo na mais plena paz.

Com a chegada de 4 novos iguais e o território que Ethan concedeu para atuação do clã, o quadro dos arautos do caos do Deus Negro mudaram sumariamente. Os cultos seguiam de maneira oculta como deveria ser, mas com servos novos e leais, corrompidos pela ideia de melhoria, melhoria essa que acontecia de fato, mas a custa de um preço significativo. As ovelhas rebeldes eram castigadas, e trazidas novamente ao seio do pai das trevas, geralmente em prantos e gemer de dentes, implorando por soluções e reviravoltas imediatas, que quase sempre eram atendidas.

Narração - Anpu

O víbora mestre armeiro desperta para mais um dia longe de seu saudoso país natal. Zambia supria parte da saudade que sentia e sempre surgia com boas novas.

Recentemente ela desenvolveu um veneno que estava em fase de teste, e a duas noites ela tentou testar em você. Mas como você reagiu a tempo, parece ter desistido da idéia.

Ela disse estar disposta a compartilhar um pouco deste veneno contigo caso colabore com ela em uma caçada ritual. Ela parecia ter um plano, mas disse que só te revelaria assim que anoitecesse, ou seja, você deveria procurá-la para saber o que deveriam fazer. Talvez não fosse bom contraria-la.

Narração Setita(Todos)

Anne foi convidada para participar de um encontro da seita vigente de Austin que aconteceria na próxima noite. Anku também foi convidado, e também Kanope; Yunet porém não foi chamada e Zambia também não, mas isso veio bem a calhar, pois parece que ambas não demonstraram nenhum interesse em ir, e o território por sua vez, precisaria ser cuidado.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Sex Ago 03, 2018 3:47 am

O último culto da noite fora mais uma vez um misto de fé e devoção. Não havia uma alma aflita de Austin que ao pisar os pés na Igreja não se sentisse envolvida pela aura acolhedora de seus presbíteros. Agora, todos os presentes eram levados em fila única ao refeitório, pois iniciariam a distribuição diária de sopas e cobertores.
Todos os dias homens, mulheres, crianças e idosos, em sua maioria pobres membros da classe proletariada da cidade, viam ao local em busca da paz que o ambiente trazia e também de abrigo. Outros não tão necessitados, chegavam até o local em busca de orações, conselhos e pequenos serviços para coibir suas lutas cotidianas. Em troca, pequenas doações financeiras eram realizadas para a manutenção das ações e projetos ali desenvolvidos.  

Anne Marie afagava os cabelos castanhos daquela mulher, a cumplicidade e amizade que se formara entre as duas no últimos meses era admirável aos olhos dos demais membros do culto. A cainita era reconhecida como uma das grandes benfeitoras do local, sempre disposta a ajudar com palavras de carinho e abraços maternos os necessitados de amor, fome e calor. Afinal de contas, aquela igreja abrigava boa parte dos sem-teto da cidade, pessoas marginalizadas que por motivos diversos não conseguiam acompanhar os processos modernizantes do capitalismo.







Após o encerramento da reunião, boa parte das luzes e dos equipamentos de som já haviam sido desligados, enquanto  as duas conversam descontraidamente sobre a mais nova notícia a adentrar no local:

- Que maravilha Tereza! Muito me alegra saber que dessa vez você conseguiu alcançar o quarto mês de gestação. Dessa vez não irá perder. Tenha fé! Pois eu tenho.

Então, coloca levemente suas mãos sobre o ventre de Tereza, uma mexicana que após 12 anos ilegal nos Estados Unidos conseguiu casar-se com um cidadão norte-americano, cujo grande sonho era ser pai, pois já atingira a melhor idade sem filhos.

Tereza vinha de seu terceiro aborto espontâneo desde que se casara em 2010, estava aflita para ter logo um filho e tirar das próprias costa a culpa por uma possível infertilidade.

Marie a encara:

- Você acredita nas brincadeiras dos antigos? Há dias venho orando por você e quero que aceite um presente meu que espero que nunca deixe de usar. Em nome de nosso Deus e senhor, ele lhe será um amuleto para segurar este feto que carrega e tanto ama.

Então retira do bolso do casaco, uma pulseira delicada feita da mistura de vários materiais, algo parecido com cobre e cravejada com pedras coloridas que formavam arabescos um tanto incompreensíveis, aparentemente sem grande valor mas muito bela.

As duas se abraçam e se despedem após mais de meia de hora de conversa. A pobre Tereza segue seu caminho sem saber que se tornava a partir daquele momento em mais um receptáculo dos desígnios do Deus do Escuro, uma vez que carregava consigo um espécie de amuleto que de fato não permitiria que sofresse mais um aborto, contudo todo o sangue que seria derramado dali em diante durante os ciclos menstruais daquela mulher serviriam como fonte de alimento e poder para a cainita.

Quando já não resta mais ninguém no recinto a não ser os responsáveis do rebanho que eram responsáveis por fechar o local, a sacerdotisa se retira para seus aposentos como de costume. Enquanto deslizava pelos corredores, lia o convite para a reunião da próxima, obviamente não faltaria, avisaria seus irmãos da necessidade de participar dessa tipo de evento e o quanto ficaria feliz se todos a acompanhassem. Mesmo porque tinha um belo presente para seu querido príncipe.

Off: uso do ritual Selar os Portais de Sangue.
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Narração - Anne

Mensagem por Narrador em Sab Ago 04, 2018 7:30 pm

Enquanto acompanhava com olhar a saída de Tereza do templo, nota um carro preto parado a porta e logo reconhece como um dos homens de Kanope, um de seus protegidos do templo, um homem de tez dourada, e muito carismático. Não era belo, mas tinha o dom de cativar pessoas e administrava o crime de maneira ímpar; era dono de diversos negócios ilícitos e disputava pelo controle de drogas além da fronteira.

Os seguranças de Kanope eram barra pesada, gente de quinta categoria, mas respeitadores do culto evangélico que ali acontecia. Eles dariam a vida pra manter tudo isso funcionando bem. As coisas mudaram muito e pela primeira vez se sentia de fato protegida.

...

Jhon o Revelador era um presbítero, uma das crianças de Yunet, sua discípula e também membro do santuário. Esse rapaz era um prodígio e apesar de jovem lacaio e está aprendendo aoos poucos a cultura do Deus Negro, era um rapazinho celebrante e muito interessante.

Ele cumprimenta você com um sorriso enquanto passava pela nave do templo, assoviava um louvor enquanto alcança os cadeados para fechar a porta. Este homem(Jhon) possuía o don de profecias e de língua, talvez fosse um tesouro a ser guardado, e observado. Você sabia que nunca deveria ignora-lo.

...

Indo de encontro aos seus iguais, passando agora por uma passagem secreta que dava acesso ao santuário, Anne nota Yunet desempenhando os rituais um dos rituais periódicos e de proteção. Ao te ver, você nota um sorriso em seu rosto, ela te admirava e atendia a todos seus desígnios, para ela sua sabedoria era inquestionável, ao contrário de Zambia, que era uma bomba relógio prestes a explodir.

Yunet bate palmas e não muito demora, você nota servos zumbis que caminham até você, um deles trazia suas vestes rituais, enquanto um segundo te ajudava a tirar o terno.

_Boa noite sacerdotiza-mor, como foi o culto desta noite? Mesmo em meio ao caos e viva de granizo que arrasou com a cidade, a casa estava cheia!

_Os demônios de Duat me disseram que esta viúva não foi natural e que também tiveram problema no mundo dos mortos...
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Anpu Narração

Mensagem por Anpu em Dom Ago 05, 2018 12:45 am

Mais uma noite na eternidade, mais uma noite em que Anpu tem para aperfeiçoar sua mente e corpo, para que possa aperfeiçoar suas armas (Seu corpo e suas armas forjadas), e como todo "sacerdote" guerreiro, ele começa sua noite meditando para concentrar suas energias e focar naquilo que precisava ser feito. Zambia o havia procurado para uma caçada, mas não lhe dera detalhes até que o mesmo aceitasse, e isso não era comum dela, mas esse tempo que ela ficou no México, a cargo dos carteis de drogas, deve ter-la mudado... em fim, nada realmente que o preocupasse, mas que se sentia tentado em ir com ela, ele sentia. Fazia alguns anos já que ele saira em uma caçada e sentia falta da sensação, o que para ele era ruim, pois matar por matar nunca foi seu estilo. Matar era uma arte, e para que a morte fosse bela, seu oponente precisaria ser alguém digno. Mas não que os fracos merecessem viver, isso não, pois o mundo é dos mais fortes. Só os mais fortes sobrevivem.

Após tomar seu banho rotineiro, antes de ir começar o treino diário, um habito que manteve de sua época, Anpu recebe uma carta lhe convidando sobre um evento que iria ter na cidade, uma reunião com os principais vampiros da mesma, e lógico, sua Anfitriã Anne tinha sido, o que lhe havia surpreendido era ele ter sido, sabendo que ele não tem influencia nenhuma na cidade, e nem fazia questão de ter. Pensaria nisso mais tarde, pois precisava primeiro fazer seus exercícios diários. Seu corpo jamais poderia parar de treinar, e após o mesmo, e passar olhar a ferraria, como estavam indo, Anpu iria ter com sua Anfitriã. Caso ela precisasse dele, ele iria acompanha-la, caso não, iria ficar ali treinando e forjando algo e se preparar para partir com Zambia para a sua caçada misteriosa.

Os exercícios diários de Anpu, eram uma séria complexas de movimentos, que eram feitos vagarosamente, para que ele pudesse sentir todo o movimento, toda a resistência do ar e do seu próprio corpo, movimentos esse que ele fora aperfeiçoando com o passar dos anos, que hoje quase não se tem nada dos básicos ensinados a ele a muito tempo atrás no templo pelos acólitos pelo seu senhor posteriormente. Anpu treinava a sério todos os dias, e todos os dias ira se adaptando e aperfeiçoando seus movimentos, em busca de seu objetivo: Ser um verdadeiro Deus da Morte.

Ao término de todos os exercícios e da visita a ferraria, Anpu vai ao seu quarto, banha para tirar qualquer impureza que ainda pudesse ter em seu corpo após os exercícios diários, e segue em direção aos aposentos de Anne, para que pudessem conversar com o tal evento.

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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Dom Ago 05, 2018 6:20 pm

A igreja presbiteriana do início do século XX, era a maior congregação de Austin, as atividades filantrópicas que aconteciam ali já foram noticiadas várias vezes na imprensa local. A fachada perfeita para o que estava por vir, para o exército que ali vinha se formando, para a ascensão de um clã que no dia do julgamento final teria lugar senão ao lado dos inquisidores ou na platéia do camarote.

Anne Marie devolve o cumprimento a John, a serenidade no olhar da serpente era algo realmente acolhedor para ele, que cada vez mais tinha destaque no templo.


A cainita desce os lances de escada analisando cada uma das mudanças e adaptações que foram realizadas nos últimos meses, posicionar o templo no subsolo do local os livraria da atenção de algumas das tecnologias mundanas e imortais, por isso a escolha. No mundo espiritual tudo ia bem, seus espiões junto aos de Yunet levavam e traziam informações além de garantir a proteção.

Ao contrário do que se possa imagina de um típico ninho dos seguidores de set, aquele era bastante peculiar, uma vez que não trazia tantos recortes e designs em homenagem à cultura egípcia. Ali, o destaque era dado à matriz africana central e às religiões oriundas de ex-escravos africanos e remanescentes da América Central.

Chega junto à outra serpente, permitindo ser atendida pelos servos de Yunet enquanto responde aos seus comentários:

- Não existe caos ou tempestade que impeçam corações aflitos e cansados de vir ao encontro daqueles que possam lhe dar respostas, alimento e abrigo. A fome e a miséria são algozes poderosos na vida dessas pessoas, por isso estão aqui. Depois que conseguem o que querem retornam às ruas, para suas vidas pobres e mentirosas. Essas pessoas além de um valoroso rebanho são fonte riquíssima de informações sobre a cidade, visto que ocupam funções de mendigos, serventes em obras, ajudantes de limpeza, cozinheiras e etc, insignificantes aos olhos dos poderosos, mas cheios de olhos e ouvidos onde muitas vezes não podemos alcançar. Depois que se alimentam, tomam banho e se sentem acolhidos, começam a tagarelar sobre seu dia-a-dia, por meio deles podemos saber de pequenas ações do sabá, dos lobos, da camarilla e de qualquer outro possível inimigo em potencial que possamos ter.

Caminha pelo lugar, um salão amplo e bem decorado, um pouco abafado pela ausência de janelas, passagens e corredores. Deita-se entre almofadas e continua, chamando Yunet para juntar-se a ela.





- Aquela mulher grávida precisava de algo, todos precisam, esse algo lhe foi concedido. Ela precisava dar um filho àquele velho... ela dará. Mas não sem pagar o que é devido à nós por receber tal recompensa. De hoje em diante ela cumprirá os desígnios divinos, eu apenas dei uma ajudinha.

Sorri misteriosamente para Yunet. Pouco depois, volta sua atenção para a única entrada do lugar, dali sai Anpu que adentra no local onde as duas conversavam tranquilamente.

Anne Marie aponta um lugar entre as almofadas naquela espécie de dojô.

- Não sabem o quanto me alegra ter vocês aqui. Vivi muitas noites de aflição e incertezas, mas agora não, com vocês aqui tudo será diferente.

A serpente era extremamente carismática, não precisava usar poder ou artimanha alguma para envolver qualquer um (mortal ou não em sua palavras).

- Onde estão os outros? Temos assuntos importantes para tratar. Todas as nossas ações devem ser planejadas e premeditadas, muitos nessa cidade duvidam da nossa astúcia e sagacidade. Eles nos temem, mas não permitem demonstrar tal fraqueza, por isso nos tratam como ralé. Isso vai mudar, está mudando. Preciso da presença de Zambia e Kanope aqui, nenhum passo será dado sem o consenso de todos os integrantes do nosso ninho
.

Uma serpente leal e justa, essa era a assustadora impressão de Anne Marie passava.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Qua Ago 08, 2018 10:59 pm

Yunet ouvia a tudo de maneira celebrante, ela demonstrava entusiasmo, e de todos parecia a mais suscetível a cooperar, todavia era astuta como todo bom serpente, era leal no que lhe cabia, mas não permitia abusos. Anne dava mais uma lição a aprendiz que recebia com orgulho da infante ambiciosa que era, sempre disposta a assimilar as lições vindas dos arautos do Deus Negro.

_Sim senhora, realmente não existe tempo ruim para quem precisa de uma demonstração de poder. E para estes em especial, não podemos negar ajuda.

Não demora e se deparam com Anpu que prontamente incorpora o grupo para reunião que ocorreria dentro de instantes. Em um intervalo de 30 minutos, Kanope chega vindo da área externa; apesar de ser um frequentante do templo e possuir vínculos fortes, não era um residente.

Zâmbia era uma guerreira assim como Anpu e daria vida as obras do Deus Negro e deixou seu posto para atender aos desígnios da sacerdotiza.

Kanope cumprimenta a todos de maneira gentil e como já era de se esperar, já Zâmbia simplesmente se senta sem nada dizer, ela falava muito pouco e tinha um pouco de dificuldade de socializar.

Estavam todos ali agora, os emissários do caos do Deus profano.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Sex Ago 10, 2018 3:02 pm

Com todos reunidos a sacerdotisa decide não delongar em dizer parte do que pretende, mesmo porque com um grupo de temperamento tão distinto era melhor ir diretamente ao ponto.

- Irmãos, como alguns de vocês sabem, amanhã haverá uma reunião da Camarilla de Austin. Sei o quanto este tipo de encontro pode ser enfadonho quando estamos envolvidos em outras atividades, nesse sentido quero saber quem deseja participar e quem não pretende ir e se possível qual o motivo.

Após o questionamento a serpente percorre com o olhar o espaço, devagar, profundo e analítico, como se quisesse ver os sentimentos e emoções de cada um.

- O exito e domínio da camarilla nos é importante, visto que Ethan permite que mantenhamos nossos negócios sem grandes empecilhos ou maiores atropelos. As demais seitas ainda são uma incógnita quanto ao pretendem de Austin e se isso inclui membros como nós em seus planos. Diante disso, temos que expandir nossas fronteiras...

Silencia-se indicando a todos um momento de reflexão, observa as próprias mãos que ainda não se recuperaram por completo desde o último tributo pago ao príncipe.

- Hoje pagamos muito caro para permanecer aqui e o que esta cidade nos devolve? Quero que me digam... ela já nos devolve algo? Quais as ambições de vocês? Querem algo ou alguém? A camarilla de Austin não sabe, mas já nos deve muito, talvez seja a hora de cobrar.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anpu em Sab Ago 11, 2018 1:55 pm

Anpu raramente frequentava reuniões de clã, reunião política ou qualquer outra reunião por achar entediante demais. Camarilla? Saba? Por ele, as duas seitas poderiam se matar todos e o mundo seria muito mais simples, mas sabia reconhecer a verdade nas palavras de Anne sua anfitriã. Eles só viviam de forma "tranquila" ali devido aos caprichos de Ethan o regente da cidade, mas os preços eram algo que a longo prazo Anpu jamais desejaria pagar. A sua vista, Ethan os deixava ali e nós o ajudávamos, uma ótima simbiose, se não fosse o fato da impressão que sempre devíamos algo a ele, e o clã aos poucos ia criando raízes na cidade e a cada vez mais seríamos seus vassalos. Anpu não tinha raízes, nem mesmo o Egito era seu lar, e essa expressão era vazia ao Deus da morte Anpu.

Expandir fronteiras significava depender de outras seitas de outras pessoas...

[I] - Expandir influência é expandir favores, é depender de mais pessoas... Mas concordo que apostar todas nossas forças aqui, pode não ser uma boa ideia, visto se ela cair não teremos nada.

Já lidei com o Saba na Europa, e eles são mais possessivos que a Camarilla, mas nunca lidei com os tais anarquistas... Pode ser uma boa expansão para nós. [/]

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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Ter Ago 14, 2018 3:38 am

Anpu é o primeiro a se manifestar, os demais permaneciam calados para o leve incomodo da serpente. De todo modo ela decide permanecer com o diálogo com o jovem guerreiro de seu clã.

- Uma via de mão dupla, na verdade. Nossas raízes estão muito além do que eles podem imaginar ou sonhar, pois nossos propósitos são nossos, e é aí onde nenhum outro clã consegue chegar.


Seu semblante é tranquilo, chega a expressar ternura na voz com uma pitada de sensualidade em seus movimentos ao aconchegar-se no emaranhado de almofadas.

- Precisamos ter alguém no poder. Que o foco sejam eles e não nós!

Seus dedos pálidos agora começam a acariciar devagar suas próprias madeixas, encaracolando seus cabelos sem vida.

- Nossa casa é em meio ao caos e a escuridão, das coisas decadentes e da degradação emana o nosso poder. Só assim nosso senhor retornará, quando transformarmos esse mundo no lugar ideal para ele... falta pouco. Ethan precisa de nós, ele sabe disso, ele está cercado de inimigos ... esse ambiente é perfeito para nós. Nossa aliança com a camarilla, não nos impede de conhecer melhor os demais grupos que almejam derrubá-la, na verdade, quem melhor que nós para trocar informações e forjar falsas alianças? Se Ethan for esperto, ele saberá se aproveitar disso e nós cobraremos o preço.

Deita-se de lado e volta a percorrer o olhar entre os presentes.

- Então, se dever "favores" nos permite espalhar a corrupção que o nosso clã procura, aquela que está para além dos nossos conceitos de certo ou errado, que assim seja. Entenda, a minha função aqui não é a de espalhar maldade pela cidade, mas sim faze-la despertar da grande mentira que lhe foi imposta. Quando seu regente perceber o vazio em que está inserido, ele e sua camarilla se tornarão agentes a serviço da mesma força que servimos. Mas, esta hoje é a minha missão e não a de vocês, por isso devemos ter as outras seitas ao nosso alcance, estudar seus desejos e objetivos e quem sabe lhes entregar o que desejam... com uma leve pitada de caos.

Anne Marie estava propondo investigar melhor a ação dos outros grupos que tentam tomar o poder na cidade. Mais que uma moeda de troca, consideraria tal informação um valioso presente para a fragilizada camarilla.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Sex Ago 17, 2018 12:40 am

Zâmbia se pronuncia pela primeira vez de forma seca:

_Eu não gosto deste tipo de evento, então se puder, gostaria de ficar aqui mesmo! Alguém vai precisar ficar e cuidar das coisas por aqui, então que seja eu.

Yunet estava descontente com a ideia também, mas se pronuncia de maneira menos incisiva.

_Acho também que eles não vão sentir minha falta por lá e por não gostar muito de festas, se possível for, gostaria de ficar. Acho que desta vez vou concordar com Zâmbia, não sou muito preparada para política, tenho medo de dizer e fazer coisas que não deveria. Se todos concordarem verão que é o melhor a se fazer e por outro lado alguém terá que ficar mesmo!

Kanope sorriu dizendo de maneira gentil:

_Ora, por mim tudo bem, certamente alguém teria que ficar e cuidar do nosso território e santuário... Acredito que estará em boas mãos no momento que estivermos fora.

_Quanto a nosso clã ser aceito, ainda que mediante a tributos, bem, é melhor que viver a margem. Isso facilita nosso trabalho e acredite nobre Guerreiro de Set, já vivi o outro lado da moeda em cidade latinas que morei, e foi uma experiência nada agradável. De modo que se a sacerdotisa conseguiu esta "paz" na cidade em relação a nosso clã, devemos agarrar a oportunidade com unhas e dentes...

_Estamos fazendo um excelente trabalho por aqui, as taxas de viciados aumentaram e tá tudo mais fácil pra eles depois que chegamos... -Dizia se referindo a sua parcela no caos que fomentam ali, mas isso certamente era só uma das fatias do bolo-

Kanope faz uma última pausa para entrar no assunto citado no fim pela mestra:

_Pra finalizar, estou pretendendo fazer experimentos com vampiros na cidade.

_Pensei em colocar alguns soldados latinos que exerço influência e aspirantes ao crime oeganizado, abraçados e largados por aí, na esperança de serem aceitos pelos anarquistas; afinal, uma cria sem senhor se torna automaticamente um caitiff, isso se não forem mortos pelo xerife antes ou pelo algoz.

_Todavia se elea sobreviverem a esta prova de fogo, estes soldados laçados entre os anarquistas, podem servir como fonte privilegiada de informação... Que acham?
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Sex Ago 17, 2018 6:25 pm

Conforme respondiam o olhar da serpente os acompanhava. Por mais que servissem, cada um ao seu modo aos desígnios do grande senhor do caos e escuridão, deveriam ter sempre em mente que só irão prevalecer em Austin caso se mantenham em unidade, com os objetivos, planos e metas traçados e em comunhão com os demais integrantes do covil.

- Tudo bem, Zambia e Yunet, fiquem à vontade.

Volta-se para Yunet.

- Apenas um pedido, verifique junto aos servos da escuridão se há alguma causa, além das climáticas, para essa chuva de granizo. Não recordo de evento do tipo desde que cheguei ou antes, melhor estarmos atentos.

Quando Kanope inicia sua fala, levanta e segue até uma cristaleira onde entre inúmeras garrafas com líquidos de todos os tipos encontra-se um recipiente em barro, o de aparência mais agradável e de aroma imensurável. Enche uma taça e volta ao seu lugar. Trata-se do vinho de Typhon, uma das especialidades da casa.

- Ficarei honrada se os rapazes me acompanharem. Precisamos manter contatos com os outros membros, sempre bom para mantermos as aparências e saber alguns de seus passos. Quanto à sua sugestão Kanope, acho uma ideia ousada e muito boa para nosso projeto de cidade. Parabéns! Contudo, tenho uma ressalva, não realize o trabalho sozinho, será demais desgastante, de todos concordarem, além dos soldados de Kanope, entreguem um dos seus para essa tarefa.

A serpente sabia o que fazia, para o bem de todos era melhor daquela forma.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anpu em Sab Ago 18, 2018 4:11 pm

Anpu era um ser pratico, não gastava palavras a toa e normalmente pouca importância dava aos acontecimentos do cotidiano, mas saber que esse tipo de chuva não era normal,  o faz erguer uma sobrancelha de curiosidade, o que para ele já era significativo, visto raramente demonstrar emoções.  Emoções enfraquecem e denunciam as pessoas.

Anpu tinha poucos "discípulos" , pois somente os mais fortes e habilidosos mereciam sua atenção,  mereciam aprender seus conhecimentos,  mas na ferraria havia um jovem, que ao contrário de Anpu era bem comunicativo e que poderia ir para cidade coletar informações também sobre a rara chuva que caía,  e também havia um garoto prodígio, as vezes impulsivo demais, que daria um ótimo serviçal para Kanope.

- Concordo com vossa senhoria,  srta Anne. Tenho um menino ns ferraria bastante comunicativo e ele pode sair em busca de informações,  e também um jovem impulsivo que merece uma chance nas linyas de frente para compor o exército de Kanope. Sobre a festa, somente vou para o propósito da srta não ir desacompanhada e também pelo clã.  Não gosto de festas em ambientes fechados, mas poderá ser interessante conhecer pessoalmente alguns momes desta cidade.

Anpu volta a ficar calado somente observando os presentes ali,  e principalmente Anne. Ele não gostaria de ter de lidar com o Saba de novo,  mas faria se assim o precisasse, mas tinha curiosidade sobre os anarquistas,  um grupo bastante heterogéneo,  com poucas leis entre si, onde o mais esperto tomava a frente. Deveria haver alguns nomes interessantes por lá,  que valeria a pena conhecer suas capacidades...
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Ter Ago 21, 2018 9:50 pm


Yunet finalmente responde a sacerdotiza do santuário no assunto concernente a tempestade, elucidando também seus companheiros:
_Nada no que diz respeito a essa tempestade tem a ver com Duat, pelo menos não a primeira vista, exceto pela tempestade no mundo dos mortos devido "a turba criada por mortais que partilham da mesma emoção". Isso sim causou interferência por lá.
*Anne sabe que forte emoções humanas que compartilham no mesmo instante um forte sentimento, cria-se um fenômeno sobrenatural no mundo dos mortos que também se denomina tempestade*
_Os Tremere teriam um poder capaz de fazer um fenômeno semelhante ocorrer, ou nós também seríamos capazes, mas nós não fomos e acredito que eles também não, afinal, aconteceu tudo durante a tarde... O que me faz, por eliminação, ligar este fenômeno ou a lupinos ou magos, mas estou investigando sobre esta questão ainda, talvez até o final da noite tenha uma resposta!
...

Kanope silencia dando oportunidade para os seus se pronunciarem, e quando tem finalmente a deixa, responde de maneira educada, se reclinando por sobre as almofadas de pluma.
_Sim, terei cuidado e não agirei sozinho, exceto se estiverem envolvidos em outra tarefa, mas ainda assim, terei cuidado. Tenho 7 lacaios na encubadora, todos são moradores da região sudeste da cidade ou tem parentesco lá, todos são voltados a violência ou sofreram com algum tipo de violência relativo ao Estado, é o melhor de tudo, eles pertencem a diversas etnias. Agora só resta criar e soltar pela cidade, estou trabalhando com dominação e eles bem saberão quem sou até o momento certo chegar.
_Bom, é isso; estou usando a arma dos inimigos contra eles mesmo, só que com um certo controle, no pior de tudo, se der algo errado, eu posso caçar e matar eles com uma certa facilidade.
Kanope finaliza bebendo uma boa talagada do vinho...
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Qua Ago 22, 2018 5:53 pm

Anne Marie bebe o vinho especial até a última gota, inclusive brinda com Kanope, então retorna ao seu lugar.

- Bem, entre possíveis inimigos naturais e inimigos concebidos, eu prefiro os concebidos. Seria muito interessante a presença desses mortais magos na cidade, provável que com eles possamos melhor negociar do que com os peludos. Me mantenha informada assim que tiver respostas, pelo seu relato essa ação tem um propósito, vamos descobrir qual e tirar proveito disso.

Volta-se para Kabope e Anpu

- Acrescente ao seu projeto os 2 aprendizes de Anpu. No dia do agraciamento gostaria de estar próxima ou presente, Kanope. Vejamos, temos algo mais a tratar?
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Dom Ago 26, 2018 8:14 pm

Kanope acena positivamente aos desígnios da líder do santuário e dos Setitas de Austin.

_De acordo minha Senhora, deixarei todos a par... Quanto a vontade de Anpu em entreter seus meninos, não vejo mal algum em inserir eles neste grupo especial.

Quando por fim questionados se tinham algo mais a tratar, Yunet e Kanope acenam negativamente. Zâmbia parecia distante, mas se levanta após o questionamento, ela era uma incógnita como de costume e totalmente inexpressiva.

_De minha parte também não...

_Vou checar ainda hoje o que os lupinos tem a ver com isso. Caso Kanope não se importe, gostaria que ficasse até meu regresso.

Anpu daria conta de zelar pelo local em sua ausência, mas Zâmbia deixou subtendido que a dupla tinha uma questão a resolver.

Kanope suspira levemente e concorda com Zâmbia.

_Tudo bem querida. Ficarei por perto do santuário!
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anpu em Dom Ago 26, 2018 10:00 pm

Anpu estava curioso com a chuva, com os disseres sobre magos e lupinos entre outra coisas ditas naquela sala, e seu corpo e seu espírito ansiavam por algo do tipo, ansiava se deparar com um deles, mas também gostaria de saber como seus aprendizes se sairiam. Caso falhassem, ele mesmo os mataria pela ineficiência deles.

Muitos pareciam querer sair para averiguar, e até mesmo surgiu a ideia de ele ficar por ali olhando o templo para que os outros pudessem fazer o que precisavam fazer, e nisso a duvida tomou conta de Anpu, pois ele teria que uma hora honrar sua hospedagem e ser ele a zelar pelo santuário, mas também sabia o quão volátil Zambia era, e se não fosse com ela agora, ela com certeza iria embora e poderia meses ou anos para voltar, e ela era uma aliada valiosa, um pouco insana, mas confiável, por isso desta vez teria bancar o egoísta e ir com Zambia para essa misteriosa jornada que ela o tinha proposto.

Como todos os outros, Anpu também não tinha nada o que comentar a mais naquela reunião, por isso permanece calado em seu estilo. Palavras são desperdício de energia.

Ao fim da reunião, ele se dirige a seu quarto, onde treinava sozinho, e como sabia que Zambia o acompanharia, ele a espera sentado em posição de meditação, de olhos fechados, mas sabendo que ela era quem se sentaria a sua frente, então, assim que ela o faz, ele sem abrir os olhos, fala de forma simples:

- Bom, quando partiremos, já que acho que em quanto não estivermos em campanha, você não me dirá nada a respeito dessa misteriosa missão que você quer que eu vá com você.

Pela primeira vez em sua vida imortal, Anpu passara a viver em um local com muios de seu clã ao seu redor, e fazia alguns anos já que ele estava naquela vida mais pacata da qual estava acostumado. Somente ele e Zambia atravessando a Europa toda, fugindo de seus algozes oriundos da castas dos sacerdotes, do Egito. Um ainda voltaria lá, voltaria a seu lar para matar a todos os que traíram sua ordem e governaria o Egito, como Seth fez na mitologia.

Mesmo sem querer, parecia que aquela misteriosa chuva estava mexendo com seu emocional, pois até então, fazia anos, décadas que não pensava nisso, por isso tenta focar sua mente a esquecer tudo isso, e focar no que era realmente necessário.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Ter Ago 28, 2018 12:36 am

Naquele momento a reunião naquele covil se dava por encerrada. Anne Marie repassa apenas alguns direcionamentos para Kanope, pedindo para o mesmo buscá-los na noite seguinte pontualmente 30 minutos antes do horário previsto para o início do evento no elísio, seria importante para eles chegarem todos juntos. A setita não deixa claro se ainda sairia para resolver alguma questão ainda naquela noite, mas se despede de todos dando atenção especial para Zâmbia e Anpu.

Aproxima-se dos dois, beija os lábios de ambos, primeiro Anpu e logo em seguinte Zâmbia. Um beijo quente e com um leve sabor de vitae misturada com vinho e nicotina, em alguns dias aquela bebida que não parava de ferver próxima à eles se tornaria uma oferenda à Set.  

- Tomem cuidado, que a fúria e astúcia do porco-formigueiro os guarde e que não seja hoje o dia de encontro com Anubis. Correrá tudo bem.

Espera com que todos saiam e se retira, adentrando-se ainda mais fundo entre as galerias construídas sob aquele local. Brown, vinha realizando um excelente obra de engenharia naquele subsolo, aproveitando-se do solo e da estrutura subterrânea da cidade. Sem dúvida um dia seria recompensado.


---------------------- X ------------------------------X ------------------------------------------

Segue por um corredor escuro, além do ar rarefeito mortal algum conseguiria enxergar um palmo à frente e um membro provavelmente só conseguiria se fizesse uso de seus sentidos aguçados.



O ar rarefeito indicava que tinham ido para a parte mais profunda daquele ambiente. Além da porta de entrada, a única passagem disponível não permitira a passagem de uma pessoa. Mas que bom, pois de humana ela não tinha mais nada. Assim, Anne Marie, se encontrava em um dos seus ambientes favoritos, pouco belo e pouco confortável, mas mesmo assim bem útil para o tipo de prática realizada ali.




Diferente do corredor, ali havia um pouco de iluminação. A setita segue até o armário, um móvel em madeira de lei que cobria uma das paredes do chão ao teto, seu olhar  percorre a parte interna e ali encontra o objeto que queria. Uma "bela" estátua, confeccionada por ela mesma quando ainda não tinha habilidade com as mãos.

Retira o objeto que parecia ter alguns centímetros a mais que ela, colocando-o sobre uma mesa. Seu dedos deslizam sobre a escultura em barro enquanto cantarola cânticos em idioma tribal haitiano.  

Passados alguns poucos minutos, Anne Marie para ao centro da mesa e em único golpe desfaz-se do objeto, transformando o mesmo em cacos e punhados de areia. Abaixa a cabeça e quase desfalece sobre o mesa, fazer aquilo exigia dela, porque qualquer ato falho poderia lhe causar grande dor de cabeça e não estava disposta a falhar.

Quando retorna a si, o ambiente que antes mais parecia um cofre quente e com pouquíssimo oxigênio agora estava mais ventilado, porém poeiroso.

Ela nota a forma a sua frente, uma mistura de ar e areia, não demora e desfere a ordem (informação repassada ao narrador).




Em segundos, como um redemoinho o vulto desaparece pelas duas únicas passagens existentes ali, e assim o local retoma a sua forma anterior.




Última edição por Anne Marie Laveau em Sex Ago 31, 2018 11:26 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Qui Ago 30, 2018 1:00 am

Narração - Anne - Anpu

Zâmbia era arisca a ponto de virar o rosto para não receber o beijo no lábio, mas entrega o rosto como cortesia e sorri de canto conforme recebe a bênção da sacerdotisa.

_O Deus Negro nos guiará nas trevas e no caos fará morada. Quando não restar mais pedra sobre pedra, ele surgirá... Neste dia ele cobrará o dote de suas obras! -Acrescenta-

Zâmbia não era mais humana e infelizmente não tinha tanto tato do que poderia ou não fazer para ser mais sociável ou o que evitar para não ofender. Era uma caçadora e como tal se portava, agindo com o mais brutal instinto.

Se afastando de ambos, segue para sala de armas sem mais nada dizer.

Anpu se retira também, indo meditar e Anne desce para sua sala secreta.

...

Ao desempenhar o ritual, Anne tem plena ciência de que ocorreu tudo bem, para alívio e sanidade própria. Ter um demônio desordeiro e hostil a solta naquele santuário era tudo o que não precisava para aquela noite.

Ele parte com o desígnio traçado e o faria da melhor maneira possível, pedindo apenas uma oferenda no fim da noite seguinte de vinho, sangue de virgem e charuto.

Você não precisaria fazer isso se não quisesse, era apenas um capricho para o demônio que poderia lhe servir por noites a fio se fizesse como lhe pediu.

...

Se passaram cerca de 45 minutos e Anpu estava em sintonia com a noite interior, Anpu sente presença de Zâmbia  um sibílo de serpente logo após.

Ao abrir os olhos, Zâmbia estava vestida com roupagem ritual, pinturas e com sua cimitarra afiada nas costas.


_Agora!
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anpu em Sab Set 01, 2018 2:53 pm

Com um pouco de esforço, Anpu consegue neutralizar seus sentimentos e limpar sua mente, até que ao abrir os olhos, vê Zambia como há tempos não a via. Na verdade a ultima vez que a viu desse jeito fora quando foram abraçados e participaram do massacre do templo ao qual foram criados e educados. A visão lhe traz uma torrente de emoções de volta, contra a vontade de Anpu, mas sabendo que se Zambia estava daquele jeito, algo importante estava por acontecer, então o guerreiro-sacerdote em Anpu acorda depois de um longo sono, e sem dizer uma palavra, se levanta e vai ao seu guarda roupas, onde sem pudor algum começa a se trocar e se preparar para o que estava por vir.

Após algum tempo, Anpu fala:

- Vamos! A Hora da caça começou e somente a morte nossa ou de nosso inimigos poderá encerrar a caçada divina.

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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Anne Marie Laveau em Dom Set 02, 2018 6:04 pm

Anne apenas sorri diante da já esperada reação de Zâmbia, gostava de desafios, mas entre as fileiras de Set isso seria algo a ser acompanhado mais de perto, por isso a intervenção por meio do ritual que acabara de realizar.

O demônio obviamente, se cumprisse bem seu papel, teria seu  pedido  atendido com um bônus a mais. Assim era a setita, se ela ganhava, todos ao seu redor ganhavam ainda mais.

Com o início da madrugada avançando, era hora de iniciar seu mais novo e quem sabe maior projeto desde o abraço. Toma um banho, troca de roupa e pede para que Brown prepare o carro e fique disponível para sair.

-----------------------x ------------------------------- x ------------------------------

Se arrumando mais rápido do que de costume espera pela presença de seu valioso carniçal no estacionamento aos fundos da igreja presbiteriana. Levava consigo apenas o indispensável, documentos falsos, um espelho, um pequeno punhal em prata, seu "kit-mamba-negra" e 01 pequeno frasco de areia retirada das margens do próprio rio Nilo, por fim, mas não menos importante, ela coloca na bolsa 01 outro pequeno frasco que mais parece uma pomada incolor e sem odor aparente.

Provavelmente, no local que pretende ir, encontrará uma recepção que pode ser agradável ou não.


OFF 1: Kit-mamba-negra = água, natrão (um sal especial usado no processo de mumificação), 03 pequenas pedras semi-preciosas, 01 pequeno bastão usado nas cerimônias realizadas pela serpente.
OFF 2: Pomada = ritual Leite de Set
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Sab Set 08, 2018 3:01 am

Narração Anne

Mr. Brown faz conforme o combinado e aguarda com o veículo ligado atrás da igreja presbiteriana.

Próximo post, Necrotério Condado de Travis.
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Sab Set 08, 2018 5:17 am

Narração - Anpu

Antes de saírem, Zâmbia entrega a Anpu um líquido negro e muito viscoso, parecia que aquele era o tal veneno que havia dito na noite anterior. Ela sorri de canto, mas logo torna a expressão séria e concentrada.

_Vamos a um lugar que já sonho a cinco dias seguidos. Eu não sei do que se trata, só sei que um membro morreu lá... Mas parece que iniciaremos uma demanda sinistra que se tornará um ritual de caçada... Não sei quantas noites isso vai durar, nem que fim tomará!

Como Anpu já parecia estar mais que envolvido nesta questão, voltar atrás seria um insulto grave. Zâmbia não era uma sensitiva, mas tinha uma vasta espiritualidade, certamente tinha algo relacionado ali.

Tomando a dianteira, seguiu até a rua de trás onde havia um ponto de táxis, esperam que um se aproxime escondido nas sombras. Zâmbia faz um sinal para que aguarde e se desloca até o mesmo. Ela desaparece por completo e só volta a surgir na hora do bote.

A mesma não mata o motorista, mas lhe rende. Olhando por fim na sua direção e fazendo um gesto para que se aproxime.

Vocês entram e ela mantém um punhal a todo instante na garganta de um senhor que parece ter cerca de 60 anos.

_Apenas dirija...

Zâmbia vai dando as diretrizes e o veículo seguiu sem maiores problemas pela noite perigosa e escura.

Off: Próximo Post
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Re: Santuário Blasfemo - Voodoo Temple

Mensagem por Narrador em Dom Out 21, 2018 7:46 pm

Narração - Anpu

Zâmbia seguiu até o santuário blasfemo. A tranquilidade das ruas e estranhamente o parco policiamento, contribuiu para qie chegassem sem encontrar problema.

A Setita entrou em seu quarto, levando o corpo da LaSombra consigo, la chegando alcança uma estaca, cravando certeiramente no coração da bela Lasombra e após isso, utiliza umas ataduras para enrolar o corpo de sua mais nova hóspede.

Zâmbia era precavida até demais, e não permitiria falhas.

_Pronto, acho que já é suficiente para manter os mortos no seu devido lugar! -Dizia em um tom de despedida-

Após isso beija o rosto de Anpu, não era um sentimento de carinho humano, parecia estar querendo agradecer pela ajuda.

_Amanhã vou entregar a encomenda, como você vai a festa, terei que fazer isso sozinha. Mas acredito ser a parte mais fácil, não se preocupe comigo!

Feito isso fecha a porta.

...


Narração - Anne

Anne seguiu frustrada para casa, mas alguma coisa parecia caminhar...

Tirando o fato fe ter chegado em casa sã e salva, sem enfrentar problemas maiores. Ethan respondeu a mensagem positivamente.

"Desculpe minha amada Anne, estava em uma enfadonha reunião. Sim, desejo cooperar com você e ainda hoje entrarei em contato com Boris.

No mais, te aguardo para a noite de amanhã. Tenha cautela, soube que o inimigo voltou a perambular por Austin."

Assim sendo, Anne ainda tinha um tempo ouve para realizar os rituais.

No fim da noite, pouco antes de dormir, ouviu a voz de seu servo demônio.

Narrativa via whatss
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