Teatro Paramount

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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Seg Fev 01, 2016 11:02 pm

Estas foram as principais notícias. Ler sobre o Elísio em chamas faz a setita ouriçar os pelos da nuca, mas abranda conforme lê as notícias e constata o óbvio, pelo menos ao momento.

Após isso segue ao setor de política e percebe que o ventrue Harvey Dent, bem se destacando dia a dia.



Quais seriam seus planos ao assumir a liderança do senado? Ele poderia fuder muita gente ou ajudar muita gente...

OFF: Informações sobre este NPC, veja o local próprio para isso, no tópico específico.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Ter Fev 02, 2016 7:29 pm

Após o susto inicial Obah reflete alguns segundos sobre o episódio na boate, o sabá sem dúvida tinha dedo nesse assunto. Estavam agindo livremente e mostrando suas garras, sem dúvida Ethan agiria logo e mostraria que Malkavianos mesmo loucos são bons estrategistas.

Segue com suas leituras até outra notícia lhe chamar a atenção, Dent ... Dent... já ouvira falar daquele nome. Recorda-se de ter montado um pequeno dossiê antes de chegar em Austin sobre os membros oficiais e seus respectivos clãs. Aquele era um ventrue, que sabia se misturar muito bem entre os humanos.

A vampira tinha um interesse especial na política mortal, mas não considerava o senado e sim algo a nível local, como o prefeito, vereadores e assessores pessoais. Quem sabe este ventrue pudesse lhe aconselhar em como agir ou a quem procurar, odiava ter que dever favores principalmente a um clã tão presunçoso como aquele, sondaria primeiro antes de qualquer atitude.

Marca ambas as notícias com uma caneta, após um tempo olha o relógio e verifica se o horário combinado com seu senhor estava correto.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Qua Fev 03, 2016 3:04 pm

11 de dezembro de 2014, hoje, era uma terça feira. Horário aproximado era de 00:50.

Apesar de estar passando um musical, muito estimado e disputado pelo gado: A Bela e a Fera, toda segunda, terça e quarta aquele magnífico teatro não era aberto ao público.
Então, naturalmente, a área estava bastante iluminada, porém com pouca presença do rebanho, exceto pela presença dos seguranças, de um carro de polícia e um turista aqui e outro acolá.

Neste nave, uma figura já conhecida surge na porta do mesmo.

Ao notar Obah, se põe a sorrir de forma faceira. Caminhando em sua direção.



_Ora ora, senhorita Obah Abdala*Dizia em uma entonação de completa satisfação* vejo que recebeu meu presente de boas vindas a nossa cidade. Que ótimo, se está usando, sinal de que gostou.

_Vamos entrar?

Faz menção de abrir a porta, mas como um cavaleiro que era, não o faria, exceto se Obah assim desejasse.

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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Qua Fev 03, 2016 11:56 pm

Entre uma leitura e outra Obah apresentava um certo incomodo ao estar naquele local, não era pela presença dos poucos mortais que ali estavam, muito menos pela beleza (muito pelo contrário), mas a intensa iluminação de fato a fez procurar uma posição discreta em um cantinho qualquer.

Sem dúvida aquela toreadora não gostava de luz.

Em dado momento a figura que tanto aguardava surge em uma das portas, retribui o sorriso de modo descontraído. Estava diante de seu senhor, a quem devia respeito e aliança eterna a partir de agora.

Ao ouvir suas palavras responde com sua voz agora doce e delicada, ao mesmo tempo pega a chave e rodando a mesma com o dedo indicador.

- Demoraria dezenas de anos para lhe agradecer, foi uma surpresa e confesso que estou gostando muito.

Fala enquanto caminha em sua direção. Antes que este abra a porta se aproxima e beija-lhe a face carinhosamente.


- Muito me agrada este encontro.

Aguarda até que abra a porta.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Qui Fev 04, 2016 12:50 pm

Ernest se mostra um completo cavaleiro abrindo a porta e segurando levemente a mão de Obah de um jeito gentil para que ela tenha um apoio para descer do seu veículo.

_Bem vinda a Austin, lamento dizer que não foi o melhor momento para chegar, mas também não escondo a satisfação de que passaremos por esta provação juntos.

_A propósito, você está ótima! -Sorrir-

_Vamos entrando...

Deste modo o toreador mais poderoso do feudo conduz sua cria para um lugar mais seguro e quente.

Quando se sente seguro para comentar sobre a transformação da mulher, diz:

_O que esta achando desta nova mudança? Eu estou aqui para ser o que precisar que eu seja. Vou te ajudar naquilo que puder colocar as mãos...-Faz uma pausa dramática- ... e no que não puder também...

Fita a bela moça novamente e beija a mão oposta da que lhe conduzia.

O vampiro conduz a mais nova rosa do protetorado a um auditório vazio e se senta após oferecer o lugar de destaque a sua convidada.

_Um instante por favor!

O anfitrião bate palma duas vezes e todo mecanismo do teatro começa a funcionar. As luzes foram acesas repentinamente, e as cortinas abertas, revelando os artistas de a bela e a fera.

O espetáculo se inicia, com tudo que tem direito a uma rotina normal do teatro, a única diferença é que estavam sós, como público.

_Então minha cara, como dizia...

_Fico feliz por ter me aceito em seus planos e mais feliz ainda por fazer agora parte dos meus.



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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Qui Fev 04, 2016 5:24 pm

Se deixa conduzir por ele , sua elegância e gentileza é digna de nota. E uma coisa é certa , não há mulher mortal ou imortal no mundo que não aprecie um bom cavalheiro.

- Creio que nada acontece por acaso , se aconteceu o que aconteceu é pq "Deus" assim quis. E sim , estou muito feliz em estar aqui com você.

Envolvente em aparência e palavras , como umq legítima toreador. Mas em seu âmago Obah estava bem curiosa com esse encontro fora das paredes do Elísio.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Qua Fev 10, 2016 6:31 pm

Ernest começa a apontar algumas direções, fazendo alusão de lugares além daquela visão comum, atrás de paredes e pilhas de concretos.

_Como dizia, este lugar aqui, é fantástico, dispõe de quartos, salas de reunião e segurança poderosa, tanto quanto o Capitólio. Se você quiser, pode ficar aqui o tempo que necessitar, sei que é difícil começar algo do zero, então, eu, na condição de zelador de Elísio, e mais, na condição de senhor, digo para que fique o tempo que necessitar.

Dizia com um sorriso acolhedor de fato, não somente para demostrar satisfação em lhe receber, mas também por estar satisfeito quanto o fruto de seu trabalho.

_Pretendo indicar ao príncipe para que seja feito dele um Elísio, um segundo Elísio, assim como pretendo sugerir também para que a Catedral de Saint Mary seja feito dela um Elísio.

_Com isso nossa contribuição ao feudo (como diz Ethan), se tornaria mais estreita e participativa. Porém tem alguém que não é tão visionário assim e gostaria que me ajudasse com ela, assim como farei o que deseja quanto ao pequeno Alfaiate.

_Na verdade, gostaria que você usasse suas habilidades de modo igual para com ela.

_Me senti traído, e traição e desrespeito, é algo que muito abomino.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Qua Fev 10, 2016 6:48 pm

O local era formidável de fato, no que diz respeito à estética os toreadores eram inabaláveis. E por mais que outros os criticassem, o clã das rosas sempre fora perito na arte de encantar e envolver.

O espetáculo inicia somente para ela e ele, Obah fitava os atores e o cenário, mas na verdade sua mente estava vidrada em até onde poderia chegar o poderio e influência de seu senhor. Conforme este lhe apontava várias direções, seu olhar seguia cada uma delas, parecia decorar cada canto daquele lugar.

Fica lisonjeada com o convite para se instalar, de fato se encaixaria perfeitamente no novo estilo de vida que levaria dali em diante. Por alguns instantes tende a aceitar o convite, mas em seguida desiste, pelo simples fato de que tudo naquela não vida conquistou sozinha e agora não seria diferente.

- Traidores não passarão, não é mesmo?!

Finalmente encara o cavalheiro curiosa.

- Diga-me quem é e em breve ela estará nas suas mãos!
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Sex Fev 12, 2016 11:08 am

Ernest avaliava as expressões de Obah após aquele singelo pedido. Trocava as pernas cruzadas, invertendo sua posição, mas não desvia o olhar da vampira que tinha sim seu potencial, e mostra boa vontade em ajudar.

_Um nome...

Sorri um sorriso soturno, mas logo se desfaz para algo sério, como aquela situação.

_O nome é Ada Kayle, Primógeno Toreador. Na próxima noite iremos até ela fazer sua apresentação.

_Aproveitamos para recolher tudo que for necessário para sua performance.

Ernest leva a não ao queixo enquanto analisa agora as expressões de "sua cria" novamente após aquele pedido.

_Não se preocupe com o preço, eu sempre pago minhas dívidas!
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Qua Fev 17, 2016 11:52 pm

Obah sorri faceiramente:

- Um nome... um objeto pessoal ... nada mais!

Arruma o cabelo numa ação automática. Obah não mostrara nenhum terço do seu verdadeiro potencial para ninguém de Austin, estava ansiosa por isso.

- Não se preocupe com preço, estamos em família. Sua proteção já me basta.

Então os dois se encaram, se Ernest podia ler a mente de sua cria saberia muito bem que apenas uma pergunta rondava sua cabeça. "Mas porque uma serpente engoliria outra?"

Sabia que poderia ter seus pensamentos sondados, aguardaria por uma resposta ou não.

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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Qui Fev 18, 2016 2:38 pm

Ernest sorrir, parece que ele estava sim na mente de Obah, o que não era de se estranhar, afinal, cada um lutava com as armas que tinha.

A vampira sente um toque sutil em sua mente, como um carinho no rosto, e sim, era proposital. Porém, se ela fizesse questão de expurgar aquilo, Ernest iria embora, como um convidado enxotado por seu anfitrião.

Sente o carinho e respeito de "seu senhor", apesar de adentrar aquele território de forma um pouco abusiva.

_Uma vez, um homem comum, não um filósofo, me passou uma consideração esdrúxula, porém que se aplica ao momento:

_O que aconteceria a um homem comum, se desse seu melhor soco em uma pilastra de concreto maciço?

_As vezes os membros esquecem que um dia foram humanos e se esquecem também de sua sabedoria...

_Quando isso ocorre, os mais antigos devem instruir os mais novos. Apesar desse caso ser alguém experiente, Ada não adotou uma postura correta para seus tempos de vida.

_Mas eu não são tão excêntrico assim, prefiro resolver este impasse de uma forma mais sutil, sem ter que revelar minhas presas. É preciso mais que isso para eu sujar minha mão com sangue de um igual.

_Confio em seu potencial e você já tem minha proteção mesmo antes de termos este acordo. Que espécie de pai não protege seus filhos?

O vampiro encarava a setita e analisava suas motivações após as palavras ditas.

_Em várias culturas, é observado pessoas ou seres que se deram mal ao tentar sobrepujar uma força maior.

_Por anos me mantive distante da política cainita, mas dada a situação atual da cidade, tive que me posicionar regressando como um filho pródigo, como dito por Ethan. Todavia, sinto que com isso terei que transpor algumas barreiras e sair da zona de conforto.

_No nosso mundo, sabemos que vão se pode fazer um omelete sem ter que quebrar alguns ovos...
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Sex Fev 19, 2016 11:07 pm

Obah deixa o caminho livre para que Ernest pudesse fazer seu "passeio", o que deveras estranho para alguém como ela. Se Ernest fosse mais a fundo talvez visse um outro rosto, tão negro ou mais que o seu, belo porém de meia idade como ele, veria que a cria já tentou transpor ao criador, mas não... não seria o caso daquela vez.

- A vaidade ao mesmo tempo que conquista ... destrói! Saber diferenciar o momento em que essa mudança acontece creio que deva ser o grande desafio de nosso clã.

Obah leva sua mão gélida até o colo de seu novo mestre.

- Mostraremos a Ada que ela não deve sobrepujar aos seus. Mas me diga, amanhã será apenas uma reunião de clã ou algum outro evento mais especial?

Obah se mostra curiosa diante da possibilidade de estar novamente com membros da camarilla na próxima noite. A seita realmente sabia como deixar a eternidade menos entediante.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Sab Fev 20, 2016 8:57 pm

Ernest permite ser tocado e tamanha sua frieza que mesmo após descobrir alguns dos segredos mais obscuros da bela moça, mantém suas expressões imutáveis.

Sorri após ouvir tais palavras saídas da boca da mulher quanto a ambição e os andares que deve-se galgar para conseguir o que quer.

Com certeza atropelar aquele que outrora lhe concedia proteção e era leal, por um simples gesto de orgulho, não é a maneira mais inteligente de se agir.

...

Ouve então sobre a festa, na verdade o baile e acrescenta enquanto lhe segura a mão.

_Claro...

_Você estará lá amanhã. Não tenha dúvidas...

_Nenhuma de minhas filhas ficariam de fora deste evento tão aguardado.

Ernest faz uma cara de cínico, um sorriso torpe que deixa muitas interrogações no ar.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Dom Fev 21, 2016 11:58 pm

Novas dúvidas percorrem a cabeça da serpente, seria a sua apresentação formal à primogênita um evento assim tão esperado? As coisas estavam acontecendo rápido demais e nada mais justo que a cainita acompanhasse tal ritmo.

Decide não entrar em detalhes, mas independente do tipo de reunião que aconteceria na próxima noite. Estaria impecavelmente estonteante para nenhum amante do belo colocar defeito. Como uma obra de arte de carne e osso ela estaria assim que o sol desaparecesse amanhã.

Morde os lábios demonstrando excitação diante do que foi dito e após uma pausa:

- Muito obrigada!

Então se volta novamente a observar o espetáculo de lugar em que estavam, seus pensamentos novamente eram distantes. Não deixaria as oportunidades passarem, isso era um sinal de que sua fé não a abandonara.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Seg Fev 22, 2016 1:03 am

Ernest concorda em gênero, número e grau com o que foi dito e acertado ali. No final das contas, o acordo feito ali foi perfeito para ambos os lados.

O espetáculo segue sem nenhuma interrupção, após a conversa tida, que foi rápida porém muito construtiva, a vampira pode rapidamente deduzir o filme e prestar atenção em suas minúcias.

Ora a vampira se viu no lugar da BELA, mas se identificou muito mais com a FERA.

Quando a dramática e fantasiosa peça teatral termina, Ernest se põe de pé e aplaude se mostrando feliz com o resultado visto, por fim, ele aplaude também a convidada ilustre do local.

Como um bondoso cavalheiro Ernest usa sua mão de apoio para a bela levantar e se encontrar instantes depois em seus braços. Ali, Ernest faz uma encenação fantástica de um BEIJO, semelhante ao beijo do romântico casal assistido a poucos.

O beijo tinha gosto de sangue, mas nada suficiente para deixar ninguém em laço, o corpo do vampiro estava vivo e cheio de vida, Obah teve até a ligeira impressão de sentir o coração e Ernest bater.

Definitivamente aquele foi o melhor beijo de sua vida ou não vida.

Obah se sentiu viva, após centenas de anos.

Não obstante a isso, os artistas que estavam no palco e recebendo a honraria, passam a aplaudir o casal. As luzes se apagam e um holofote é lançado na direção do casal que ainda se beijava.

Após o doce beijo o vampiro diz no ouvido de Obah, que provavelmente estava embasbacada e sem jeito:

_Bem vindo ao clã das rosas!
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Seg Fev 22, 2016 1:39 am

Obah disponibiliza a mão com um toque suave se colocando assim de pé como seu senhor, estava encantada com tudo, mas muito mais que pelo espetáculo estava pela conversa promissora que tiveram.

Se deixa conduzir e automaticamente ser beijada por aquele ser, seus olhos perigosamente se deixam fechar para que pudesse sentir com mais profundidade a explosão de sensações que aquele cainita lhe permite sentir.

Apenas consegue sussurrar enquanto se envolve entre seus braços:

- Sabor e vida... mas que presente!

No entanto, quando as luzes dos holofotes se voltam para os dois, todo o prazer do momento é deixado para trás como uma lembrança feliz de uma vida que não tivera. A Obah só resta se abraçar ainda mais ao homem, como uma criança faminta por proteção.

Entretanto, mesmo diante do desconforto da luz consegue ouvir a bela voz ressoar em seu ouvido e responde:

- Meu coração é uma Rosa Negra, muitos se assustam quando vêem pela 1° vez. Preta, Assustadora, vingativa, espinhos q machucam e ao mesmo tempo sou uma rosa suave. Todos se encantam quando me conhecem melhor. Suave, doce, romântica, bela. Pra mim sou a rosa mais bela, negra para proteger das coisas ruins. Tenho Espinhos para esconder cicatrizes, Pétalas delicadas e aroma sedutor. Já fui branca, inocente...A vida tornou negra...
Essa sou eu...

Seus olhos estão fechados e ela está completamente vulnerável diante das particularidades de sua real natureza. Mas mesmo entredentes ela parece disparar algo como um poema que de certa forma agradaria aquele homem sedutor.

Não se desvencilha, não enquanto forem o centro das atenções.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Seg Fev 22, 2016 11:02 pm

Foi notado que Ernest levanta a mão em direção foi lugar onde ficava o rapaz responsável pela iluminação do lugar.

Disfarçando a gafe cometida pelo seu iluminador, responde o poema feito por sua cria.

_Sim, somos rosas com espinhos venenosos e aí de quem ameaçar nos ferir!

Deste modo o toreador até que o homem entendesse o que Ernest queria dizer, caminha saindo da intensa luz que incomodava sua convidada.

_Me desculpe por isso Obah Abdala, o humano não consegue prever sua fraqueza.

A situação já estava contornada e o homem tinha entendido o que o dono do teatro dizia, ascendendo a luz vagarosamente até que todos se acostumem com a luz.

_Vocês foram ótimos! -Dizia se despedindo do grupo-

Voltando-se para Setita, diz:

_Você vai ficar esta noite aqui não é?
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Qua Fev 24, 2016 4:21 pm

Voltando a sua expressão normal, continua levemente incomodada, não pela luz forte que cessou mas pelo fato de deixar tão amostra e vulnerável sua fraqueza de clã. Bem, de qualquer modo entende que aquele ali conhecia sua origem e devia carregar o conhecimento necessário sobre as fraquezas de cada família, assim como ela.

- Obrigada meu senhor, mas hoje ainda tenho um último encontro com meu servo. Irei descansar em um local onde estabelecerei meus novos negócios em breve, mas não se preocupe o endereço amanhã já estará em suas mãos.


Olha a hora já avançada e depois se volta para ele em tom de despedida.

- Se me permite, o senhor não possui nenhum pertence... objeto, documento, fotografia, algo pessoal de nosso alvo consigo, teria? Se sim, isso facilitaria muito as coisas e quem sabe amanhã mesmo durante o evento esta Rosa rebelada provaria de seu próprio veneno?!

Faz a pergunta com a inocência de uma criança que pergunta ao pai se este tem algum presente guardado para ela.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Qui Fev 25, 2016 12:14 am

Ernest acente em afirmação para Obah, e se sua vontade era a de partir, não seria ele que iria impedir.

Todavia mostra cautela e complacência para com a Toreadora, mostrando ainda assim ser um pai zeloso.

_Ainda assim, peço que aceite que um dos meus melhores carniçais lhe acompanhe até seu destino!

_Mas antes, venha comigo...

O vampiro conduz sua cria pelos corredores onde luzes automáticas se acedem conforme passeiam por lá.

Inúmeros quadros estavam expostos ali. Muitos deles raros e também desaparecidos, a Setita tinha noção de algumas das obras de arte ali contidas.

Ernest então para em frente a uma imagem de homens em um barco no mar da Galiléia. Ali fica contemplativo por minutos, perdendo um pouco a noção do tempo enquanto estudava a pintura.



_Ah, sim, já estava me esquecendo do seu pedido!

_Aqui está! -Diz arrancando o quadro da parede com tremendo cuidado -

_Este aqui foi um presente de Ada para mim. Fique com ele o tempo que precisar, mas jure que nenhum mal acontecerá a ele!
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Qui Fev 25, 2016 1:39 am

Obah concorda com a presença do carniçal, gostaria de causar uma boa impressão e não pretendia se indispor com alguém como aquele Toreador por agora.

- Tudo bem, ainda não me sinto completamente segura desde as ultimas noites.

Após isto passa a segui -lo pelos corredores do teatro, sempre curiosa e atenta a todos os movimentos. O acervo pessoal do cainita era digno de coleções de museus, pena não ser o tipo de arte que aquela mulher aprecia.

No entanto não deixa de elogiar cada uma das peças.

- Realmente tudo isso aqui é impressionante.

Ao pararem de frente para aquele quadro também religioso, observa curiosa não a peça mas as ações de seu senhor.

Recebe o presente segurando-o com extremo zelo.

- Certamente eu juro!

No entanto seria difícil conservar tal peça diante do ritual que estava por vir. Esperava ter o perdão de Ernest um dia.

- Bem, creio que agora seja hora de partir. Há muito a ser feito.

Sorri gentilmente.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Qui Fev 25, 2016 3:27 am

_Lourencinni... -Balbuciava baixo um nome, mas audível para aquela que estava ao seu lado-

Ambos então caminham até a porta de saída e praticamente chegam juntos com um homem vestido com um terno negro. O homem era bonito, alinhado e bastante chique, atendendo as exigências de um clã seleto e fissurado por beleza.

O jovem de nome italiano tinha seus traços evidentes a sua estirpe.



_Lourencinni, você deve acompanhar minha filha até sua casa e zelar por sua saúde. Evite as zonas de perigo e se afastar muito do centro.

Voltando-se para o lado, se despede beijando a mulher no rosto. Com um olhar bastante paterno diz:

_Amanhã assim que acordar, me avise, já estarei pronto.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Seg Fev 29, 2016 11:23 pm

Segue com passos calmos e semblante altivo até a saída.

Ao encontrar o carniçal o analisa com detalhes procurando assim analisar como uma boa aluna os comportamentos daquele clã.

- Pai, mais uma vez obrigada. Farei como pede, ao raiar do sol devo estar de pé para iniciar uma noite inesquecível.

Ao piscar os olhos nessa despedida por alguns instantes Ernest nota um brilho diferente no olhar de Obah, a origem setiana se faz presente naquelas palavras mais principalmente naqueles olhos. Diferente e enigmática Obah de fato era.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Qua Mar 02, 2016 8:49 pm

Sendo assim, a bela Setita se retira do lugar, acompanhada daquele pedaço de mau caminho. Ernest sorrir um sorriso que para muitos seria diabólico, afinal de contas o que fora acertado ali, não foi uma obra divina; eram demônios em pele de cordeiro, o ser das trevas não era diferente de Obah, apesar de ser menos excêntrico.

Ambos(Carniçal e Obah) saem da presença de Ernest, que caminha em um paso firme nos corredores. Todavia, aos poucos os sons de seu calçado reduzem a ponto de se tornarem inaudíveis a passo que se distanciam.  

...

O jovem de boa aparência aponta para o veículo e diz:

_Vamos no seu carro, quando estiver segura e tiver que retornar, eu pego um táxi. Tudo bem assim?

OFF: Caso Obah concorde com isso, o homem seguirá junto a seu novo refúgio, que deve ser criado por você(prefiro que deixe ele a seu modo).
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Anne Marie Laveau em Sab Mar 05, 2016 11:13 pm

Obah não gosta muito de ter a presença do "bonitão" consigo, tinha muita coisa para tratar com Brown agora Robert e diferente do que parece , ao seu entender aquele Ken-humano estava ali para lhe vigiar e não proteger. Mas diante das últimas circunstâncias ir contra as vontades de seus novos e poderosos aliados de fato não seria nada inteligente.

- Ok , sente-se e aperte os cintos!

Sorri maliciosamente enquanto destrava o veículo e permite que o homem entre primeiro enquanto ela passa uma mensagem ao celular.

MSG:
#Robert, você conseguiu avançar em nossos planos? Devo ir para o hotel ou você achou um refúgio com as características que solicitei? De qualquer forma, me encontre no Bryant Park Hotel, tenho um entulho para me livrar primeiro. Aguardo retorno, urgente!#

Fecha o celular e volta a sorri docemente para o carniçal, até que seu refúgio estivesse completamente protegido não desejaria que ninguém além de seu servo soubesse de seu destino diurno.

- Então vamos e no caminho me fale de você bonitão!

Pisca de canto demonstrando total interesse naquele ser insignificante enquanto se acomoda no acento do veículo.
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Re: Teatro Paramount

Mensagem por Narrador em Dom Mar 06, 2016 12:31 am

O Vassalo de Ernest faz conforme solicitado, passando o cinto pelo peito, travando em seguida.

Quando se senta, admira aquela bela máquina com olhares atentos e curiosos.

Quando Obah termina de escrever e se sentar, arrancando em seguida com o veículo e após isso puxando assunto, o rapaz se pronuncia, revelando detalhes como: que já estava com Ernest a pelo menos 150 anos e adorava trabalhar com ele. Dizia também estar preocupado da cidade sair de um estado de paz, para outro de guerra, que odiava lutar, mas era perito em karatê shotokan e um excelente atirador, além de outros blá blá blás.

No caminho a vampira sente o aparelho celular vibrar, mas tinha que optar entre dirigir, ou verificar sua mensagem, ou, caso fizesse os dois, assumir o risco.
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