A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

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A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Dom Jan 24, 2016 4:13 pm

A maneira como aqueles ratos batizaram o lugar era uma piada ou alegoria. Talvez nem mesmo eles se recordem da graça na época, ou talvez algum apego à obra-literária que, atualmente, já nem permeia a mente dos membros das demais ninhadas, apesar do grupo ainda insistir com a criaturinha pouco usual naquele ambiente.

Frederico



Que quase sempre está nos braços de "ZoO" ou perambulando entre as sujeiras do "Surfista". O Mercador, em alguns momentos, o mantem dentro dos farrapos, como se replicasse um marsupial. Apesar de estranho, ele gosta do toque suave que aquela criaturinha promove. O mascote daquela trupe de amaldiçoados.


  O lugar é difícil de chegar, encrustado no labirinto deplorável que as criaturas do mundo acima lhes lançam, eles resolveram criar um pequeno refúgio, recheado com os prazeres que cada um deles prioriza. Até mesmo uma pequena "plantação" de criminosos colhidos do mundo acima, mantidos por tempo suficiente à satisfazer a fome de sangue e vingança que os leprosos alimentavam. Algumas vezes  nem mesmo era pelo dinheiro que caçavam.
 Um extenso deposito de arquivos era a menina-dos-olhos da ninhada. Mantinham neste ambiente, arquivos de muitas coisas coletadas, alguns em papeis que exigiam exímio cuidado ao serem manuseados, pois o tempo cobrava seu preço. Algumas coisas mais recentes até eram digitalizadas, mas em componentes fora da rede e sem entradas de acesso, de modo que a velha impressora era como eram cuspidos o que ali era guardado. Eles preferiam assim, pois evitava "perdas desnecessárias" já que o tempo só os tornavam mais ariscos e desconfiados.


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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Dom Jan 24, 2016 4:29 pm

Apesar do cheiro do lado de fora ser deplorável, aqueles demônios já nem mesmo se incomodavam.



Contudo, depois de alguns "lacres" o ambiente de convívio tinha seu próprio odor de bolores e umidade que aquele lugar proporcionava. Uma mistura do novo e velho, alguns por demais de gastos e sujos, outros aparentemente furtados em ótimo estado. Tudo na tentativa de transformar aquele pequeno buraco em algo habitável. E ali, era onde passavam a maior parte do tempo vago juntos, quando cada qual não estava entretido nas tarefas próprias.





A sala do surfista e sua trupe eram um verdadeiro pardieiro onde quase tudo poderia ser catalogado como lixo pelos demais e tesouros para aquele rato da web. Algumas vezes, nem mesmo ele era capaz de encontrar algo à "pronta-entrega" naquela bagunça. Contudo, ali era seu "cantinho da alegria" e seria crueldade tirar dele um dos poucos prazeres que ainda lhe restava?

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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Dom Jan 24, 2016 5:16 pm

Mercador finalmente desperta de um dia de sono.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Dom Jan 24, 2016 8:02 pm

As lesões em seu corpo, velhas conhecidas, sem insistiam em pregar no leito. A dor de sua pele deixando o couro era o refresco da noite; a primeira refeição - como praguejava deste infortúnio.  Ainda estava cansado da última noite, ou talvez fosse a ausência de movimento. Como uma cobra, deixa o leito, enquanto pedaços novos de seu couro se uniam aos antigos.

"Um dia ainda troco esta coisa velha..." - resmunga consigo enquanto coçava a barriga por sobre a regata, em direção à plantação.

Uma pequena porta de madeira velha, após um corredor baixo e estreito.

A luz oscilava quando o trem passava acima. Apesar da distância, aquela desgraça ainda repercutia ali.

- Maldita vizinhança... - reclamava como um velho ranzinza em busca do jornal.

A porta podre estrala quando forçada, fazendo com que algumas criaturas que ali faziam morada, fugissem para as sombras, como se tivessem com que se preocupar. Ele já as considerava como uma companhia de melhor estima do que muitos dos que viviam "acima". Chamado à realidade pelos choro e lamento de alguns indivíduos, ele acaba por atravessar algumas "celas" apesar de ser mais barras enferrujadas e retorcidas pelo tempo - não eram necessárias ali. Mesmo que deixassem aquela sala, jamais conseguiriam sair dali...

Não do jeito que eram deixados...



No canto de uma das reentrancias na pedra, uma figura humanoide se contorcia, buscando de maneira futil, afastar-se da criatura esquálida e enrugada que se aproximava. Propositalmente, ele andava com um chinelo fazendo com que aquele som "mulambo" fosse quase o estalo de um chicote para os que ali "residiam". Ao se aproximar, ele observa a criatura.

Membros quebrados tantas vezes que, a tentativa de move-lo,s era como enfia-los em um moedor de carne. As fraturas novas e antigas criavam uma consolidação ineficaz aos propósitos que aqueles membros um dia serviram - apêndices - inúteis. eles sembre balbuciavam, ou tentavam, pois a língua arrancada, permitia apenas som indistinguíveis daquelas sombras.

Outrora predadores na superfície.... Nas sombras? Apenas comida.

Pisando sobre o que um dia foi uma rótula, o velho imprime uma força muito maior do que a aparência débil daquele corpo poderia conter - o melhor dos disfarces.

...

E alimento-me

...

O suficiente para reaver as energias de um descanso, o que no próximo dia estaria reposto naquele saco de "Vitae".

...

Enfim, satisfeito, deixo a pobre criatura na própria agonia. Enquanto vistorio as demais. Apesar dos filhotes sempre fazerem isto, não me privo da tarefa.

"Os olhos do patrão sempre engordam o gado! Meu pai dizia... Aquele saco de vermes... Deveria ter sido eu a arrancar os dentes daquela boca miserável! Mas até isso ele me negou em existência..." recordava-se do passado e de mais sofrimento que lhe infligiram.

E enquanto remoía o rancor daquela existência amaldiçoada, também causava dor aos que estavam sob os cuidados da ninhada.

- A horta enfim foi regada... - dizia, despedindo-se daquele amontoado de restos humanos ali colhidos.

...

Deste modo, ele tranca aquela porta, seguindo até o espaço de convívio. Talvez os filhotes tivessem alguma coisa de novo ou interessante para seus olhos roerem.

- Hey! Meninosss... Papai acordou... - dizia num sussurro débil que ecoava dentro do salão principal.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Dom Jan 24, 2016 9:26 pm

Mercador passa pelo amontoado de entulhos que surfista teimava em guardar. Em meio a tantos lixos, o vampiro vislumbra um relógio, ali estava o preço de tantas e tantas crueldades cometidas pelo infame e asqueiroso vampiro nos últimos anos.

Marcava 00:00 horas em ponto. Era bom que dentre tantos investimentos que mercador fazia, começasse a pensar em "humanidade"ou em um destes momentos de sono, dormiria para não mais acordar.

Suas crias conversavam sobre algo, parecem ter notado uma movimentação nas sombras próximas, a cerca de duzentos metros.

Era uma caminhada estimada de quinze a vinte minutos naquele tipo de terreno de difícil caminhada(Aquela era a primeira câmera).

_Vice vai viu seu idiota, está cego dos olhos? *Dizia rindo da própria piada, para então em seguida revelar uma crescente preocupação*

Na segunda câmera, a criatura finalmente se revela:



Era Stevens "O renegado".

Ninguém sabe quem é seu senhor, só se sabe que ele era um neófito bastante audaz, pois tentou se passar pelo primógeno Bóris recentemente.

A habilidade deste membro é bastante incomum. Dizem que mesmo após uma revisão de imagens, mesmo em dias a finco, sua imagem não modificava jamais.

Stevens fica olhando fixamente a uma delas. Parecia estar respeitando a regra do domínio. Por fim o homem acena.

_Stevens quer nos ver...-Diz surfista em uma entonação de voz desgostosa a seu senhor que finalmente acordou-
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Dom Jan 24, 2016 10:44 pm

- Droga... - deixa escapar pelos lábios.

A fama daquele desgraçado não era das melhores e mesmo estando sozinho, poderia se tratar de uma armadilha ou realmente aquele rato tinha algo interessante. Não custaria ouvi-lo alguns minutos mas as devidas precauções deveriam ser tomadas.

- Cubram os rostos... Não quero este rato usando meu couro por ai e cagando mais do que estes porcos gordos acima! - dizia enquanto pegava um farrapo longo o suficiente para transformar em uma alegoria de turbante.

Ao olhar-se no espelho sujo e corroído, dá-se por satisfeito. Era um mendigo perfeitamente coberto e mal trapilho, com um turbante sobre o rosto. A câmera portátil à mão completava a figura pitoresca e dissonante.

Segue até o armário e pega a shotgun, sabia que aquela arma causava impressão. E a arremessa para o surfista.

- Pizza... Esta é a palavra... Qualquer coisa diferente disto, enfie uma bala na cabeça! Mesmo se for eu!
- disse sussurrando quase tenebrosamente.

Debaixo das vestes, sua companheira apenas. Não precisaria mais do que isto.

...

- Vamos ver que diabos aquele maldito trás dos túneis acima... - e sai por uma escotinha cuja abertura só seria possível por dentro.

...

Esgueira-se por ductos sujos, úmidos e repletos de dejetos. Nada diferente. Buscando contornar e abordar a criatura por onde ela própria havia vindo.

"Tão fácil como procurar o banheiro da suíte em um apertamento..." - por fim, vendo-se próximo da onde deveria estar.

E busca encobrir seus passos, seguindo silenciosamente com a câmera em mãos, varrendo o local, antes de se aproximar, furtivamente do neófito. Quando satisfeito de estarmos sozinhos, sou apenas um velho desajeitado andando em meio aos destroços.

- Droga... Pareço até um elefante andando no meio do galinheiro... Acho que nunca vou me acostumar com estas coisas.. - digo em tom brincalhão, abafado pelos panos do turbante.

COF! COF! COF! - uma tosse quase tuberculoide ecoa pelos esgotos.

- Boa noite, Renegado... - diz a voz cordial, notoriamente senil do Mercador.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Dom Jan 24, 2016 11:54 pm

Stevens batia os pés e estalava os dedos ao ritmo de uma música elaborada, provavelmente um Rock melódico.

No intervalo da música fazia o som de baterias com a boca, até que subitamente para ao ouvir a voz de mercador, dando inclusive um espasmo de susto.

_Meu deus, parece que nunca vou me acostumar com isso! -Dizia irritado por ter sido pego em distração-

_Boa noite Mercador, pensei que...

_Bem... enfim, podemos conversar em um lugar um pouco mais reservado?

Dizia olhando para os lados de forma paranóica, mas de certa forma se queria falar algo sério, há de se convir que ali, em meio a um acesso, não era de fato o lugar mais seguro para se ter uma conversa.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Ter Jan 26, 2016 3:42 am

Por alguns instantes ele observa a figura do jovem que vinha lhe buscar. Como seria fácil esgorjar aquela coisa ali. Tão rápido que ele jamais teria tempo de usar aquelas "artimanhas" das câmeras. Infelizmente, ele tinha curiosidade sobre aquele neófito e ainda não havia motivos para ele naquela noite.

"Bóris amarrou ele em sangue... Ou pelo menos acredita nisso... " - remoia enquanto decidia sobre o que fazer com ele.

- Chega desta cerimonia! As alcoviteiras que usam isso de "Merrcador"! Bah! Pode me chamar de Uncle Bonnie! -
dizia quase paternalmente, enquanto guiava o garoto, com um abraço, onde não sabia se era caloroso ou um apoio a senilidade daquele cainita.

Enquanto caminhavam para uma sala à parte do complexo habitável, ele continuava a inquerir e coletar coisas do garoto.

- Espero que não tenha sido difícil nos encontrar... Até imaginava que haviam se esquecido do velho Bonnie! Ah! - quase era possível ver o sorriso, através do ânimo, mesmo oculto nas vestes.

"Melhor manter as coisas na 'sala de visita'... Talvez assim os garotos poderão participar da ciranda..." ele remoía enquanto seguiam pelo ducto principal.

- Conte-me... Que assuntos são estes, que lhe fez se perder por estas bandas? - dizia interessado no que era lhe dito e o que não o era, no discurso verbal e não-verbal do 'ratinho'.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Ter Jan 26, 2016 3:42 am

Por alguns instantes ele observa a figura do jovem que vinha lhe buscar. Como seria fácil esgorjar aquela coisa ali. Tão rápido que ele jamais teria tempo de usar aquelas "artimanhas" das câmeras. Infelizmente, ele tinha curiosidade sobre aquele neófito e ainda não havia motivos para ele naquela noite.

"Bóris amarrou ele em sangue... Ou pelo menos acredita nisso... " - remoia enquanto decidia sobre o que fazer com ele.

- Chega desta cerimonia! As alcoviteiras que usam isso de "Merrcador"! Bah! Pode me chamar de Uncle Bonnie! -
dizia quase paternalmente, enquanto guiava o garoto, com um abraço, onde não sabia se era caloroso ou um apoio a senilidade daquele cainita.

Enquanto caminhavam para uma sala à parte do complexo habitável, ele continuava a inquerir e coletar coisas do garoto.

- Espero que não tenha sido difícil nos encontrar... Até imaginava que haviam se esquecido do velho Bonnie! Ah! - quase era possível ver o sorriso, através do ânimo, mesmo oculto nas vestes.

"Melhor manter as coisas na 'sala de visita'... Talvez assim os garotos poderão participar da ciranda..." ele remoía enquanto seguiam pelo ducto principal.

- Conte-me... Que assuntos são estes, que lhe fez se perder por estas bandas? - dizia interessado no que era lhe dito e o que não o era, no discurso verbal e não-verbal do 'ratinho'.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Qua Jan 27, 2016 12:03 am

Como uma ovelha que segue para o matadouro, o jovem neófito caminhava até o local seguro indicado por Mercador, que ao contrário de toda repugnância que lhe atribuem, agia de forma bastante cortês.

_Ótimo Uncle Bonnie...

_Bem, eu tive uma certa dificuldade sim, mas consegui te encontrar.

O vampiro continha sua língua até julgar que estavam finalmente seguros. Após chegar na porta da fortaleza, ouve-se a voz de surfista.

_Quem está aí?

_Qual a palavrinhas mágica?
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Seg Fev 01, 2016 1:29 pm

- Sou eu e nosso visitante... Não esqueçam de cobrir os rostos, meninos.. - não queria ninguém copiando-o e quem sabe lhe trazendo problemas lá de cima.

- Pizza, meninos... Soltem os roedores por que nosso amigo está assustado... Quem sabe o que eles vão trazer do esgoto?

Por algumim motivo, havia uma sensação ruim naquele instante. Quase como se estivesse tido maus presságios.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Seg Fev 01, 2016 11:28 pm

Após tais palavras combinadas, sons de travas sendo abertas e roldanas acionadas a distância fazem sua função. O som do metal velho e rangido era terrível, mas de certa forma a péssima manutenção causava um certo gosto naquele que chamam de mercador.

Stevens tinha comportamentos bem mortais e o medo estava sim presente em seus olhos amarelos parcamente iluminados.

Adentra o refúgio com um cagaço e um certo temor, pensa se deveria estar ali ou não.

Deste modo, o vampiro conduz o pobre infeliz a temida toca do coelho.

Surfista é o primeiro a ser visto e ele usava uma máscara de bate bolas, ou seja lá o que diabos isso significasse. Surfista roubou essa merda de um turistas brasileiro, mais precisamente do RJ e guardava aquilo como lembrança.

Zoo, fazia uso de uma camisa velha e furada, amarrada como um ninja de gueto.
Mal põem os pés no salão e um cão infernal de cerca de 1,20m late algumas vezes e rosna pronto para atacar.

Zoo entrega uma mistura de pasta de amendoim, carne moída, sangue e farelo de pão para o cão, uma bola de ingredientes que costuma chamar de (granada).

Após isso Snoop se torna dócil quase que instantaneamente.

Assim como seus donos, Snoop(Um Doberman) era uma criatura horrenda com boa parte do seus pelos defasado e uma coceira braba que nunca sarava, uma espécie de calazar ou doença de pele não constatada.

_Bom garoto! -Dizia Zoo, satisfeito por ver o cão atender sua ordem-
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Ter Fev 02, 2016 12:04 am

Enquanto se arrastava, mantendo a aparência frágil e decrépita, aponta para um sofá por demais gasto, onde era possível perceber movimentos ali dentro: ratos, talvez?

Enquanto esperava que o jovem se acomodar, ele mesmo observa os sons feitos pelo "mecanismo" ou como chamava o aparato ali. Enquanto coçava as crostas do queixo, aproximo da poltrona a frente, deixando peso ir de encontro, lentamente, como se ainda fosse afligido pela rigidez nas costas.

-Ai... Estas malditas costas... - diz debaixo do capuz que lhe abafada a voz.

Botando a mão em um furo no tecido, retira uma ratazana.

- Vai um? - diz quase como se oferecesse salgadinhos.

- Esta seuro de que podemos conversar agora? - e enquanto aguardava a resposta, abocanha o ventre daquele pequeno mamífero, entre gUnidos e grunhidos de protestos, que não duraram mais do que alguns instantes.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Qua Fev 03, 2016 10:41 am

Stevens usava um moletom com capuz, as cores predominantes do mesmo era cinza, ou costumava ser antes de ser tomado por barro, limo e outros detritos comum a região subterrânea.

O filhote de rato bate na barriga duas vezes aos o convite para uma janta não muito comum a dieta, usando ambas as mãos.

_Fica frio cara, estou de bucho cheio. Não precisa se preocupar comigo não...

Sorri com sua enorme bocarra cheia de dentes pontiagudos e fino como agulha.

_O assunto que tenho a tratar com você não é esse...

_Bom, vamos começar do começo...

_Eu estava em um maldito serviço de espionagem um trabalho autônomo, sem fins lucrativos para o clã, quer dizer, eu iria sair na frente em uma informação que ninguém iria deter. Mas algo deu errado.

_Ah é... Meus alvos eram um grupo sabá e ninguém menos que o líder anarquista Luke Harper. Eles faziam uma barganha de acordo mútuo para derrubar o príncipe. Tudo estava indo muito bem, até meu disfarce cair por terra.

_Com mil demônios, eles capturaram Harper, enfiando uma estava em seu coração. acharam que eu estava junto com ele, logo, entenderam que Harper era um traidor. Foi uma tragédia!

_Eu ainda não sei o que a queda do líder anarquista vai ocasionar nesta cidade, mas uma coisa eu lhe digo: Prepare seu barco para mau tempo!

Stevens olhava para Mercador, aquela era a informação mais nova do pedaço.

_Estou tentando descobrir onde diabos está Harper. Naturalmente já mereço um crédito por esta informação, mas cara, preciso de sua ajuda, ninguém é tão sujo quanto eu e vocês. Podemos ficar ricos com isso!

_Se tivermos o corpo do brujah em mãos, teremos uma fortuna nas mãos. Ele é muito valioso nessa guerra, a gente pode vender para quem pagar mais.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Seg Fev 15, 2016 12:59 am

Enquanto a informação lhe era oferecida, ele buscava ler nas entre-linhas daquele discurso. Movimentos, modos e comportamentos daquele cainita - eram péssimas noticias. Contudo, mais conturbado ainda era toma-lo por tolo naquela conversa. Isto era algo que realmente o irritava muito.

- Ricos? - e tosse como um rato tuberculoso, enquanto faz um sinal de pausa para que ele aguarde uns instantes.

Quase como um esforço homérico, ele se levanta daqueles trapos (sofá) e rodeia o lugar que o visitante tomou de assento.

- Por estar ali... E quase sair morto, suponho saber quem seja o responsável por sua "saída estratégica"... Imagino que seja o mesmo, o responsável por você se encontrar aqui hoje... Posso aceitar o trabalho que o .... "Rei-Rato" nos lançou, contudo necessitamos de mais informações acerca do ocorrido. - ele bate as mãos, chamando a atenção de todos.

- Acho que temos serviço, meninos! Peguem as blindagens, crianças.. Vamos visitar o "titio" Boris. E, enquanto isso, Steves... O que mais pode nos atualizar sobre o ocorrido? Quem eram os responsáveis por ocultar o corpo, quantos eram os membros presentes na reunião, nomes, bandos que compunham e outras coisinhas como o final da novela das 20h? - dizia jocosamente enquanto também se vestia a carácter - apenas colocava uma capa de chuva sobre a regata encardida e o retalho de cueca samba-canção.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Ter Fev 16, 2016 9:20 pm

Ernest se volta com um olhar assustado para o líder daquela ninhada.

_Você tá malu...

Neste instante os homens de mercador se entreolham e acenam para seu líder, como se esperassem um sinal para silenciar aquela galante ratinho.

_Quer dizer...

O vampiro novato retinha seus impulsos e pensa na mera que quase fez, quando já era tarde. Estava em um ninho de cobras, mas tentava manter a calma para não fazer nenhuma burrada.

_A ninhada da vigília perpétua não tem nada a ver com isso. Estou vindo por conta própria, em um trabalho amador.

_Se eles souberem disso fazem picadinho de mim rapaz!

_Vamos deixar isso entre a gente. Pode ser?
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Dom Fev 21, 2016 5:31 pm

-Humm...- permite escapar aos lábios enquanto acampanhava em torno do assento do jovem nosferatu.

Era notorio a aura conflitante do neofito enquanto presente naquelas profundezas e isto, de certo modo, alimentava um prazer morbido - talvez isto mostrasse como os seus eram vistos pelos ratos ali fora - e este tipo de coisa facilitaria a entrada no personagem.

Levanto os dedos pedindo que os garotos contivessem os animos - pelo menos por hora.

- Você é um individuo ... Bem... Como posso deixar ist.. Sim, sim! Peculiar! Deveras peculiar, meu jovem S. Então deixemoa os "russos" fora disto!

Apos contornar a poltrona, ele detem seu avanco, frente a uma pintura, danificada por um talho em diagonal - contudo, ainda sim bela. Uma copia de Saturno devorando seus filhos.

O velho rato suspirra, longa e pesadamente.

- Teu quinhão... Garanto-lhe que o teras, mas esteja ciente de que tua participacao nos esforcos sera necessaria.. - deixa claro que tambem precisara atuar ali.

- Agora... Sabe dizer quem ficou responsavel pelo corpo do Anarquista? E, realmente esta certo de que os canibais nao o chuparam ainda? - indaga o espiao
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Dom Fev 21, 2016 5:55 pm

Stevens notou que foi um pouco impulsivo, para não dizer atrevido em se exaltar, viu a raiva nos olhos dos homens de Mercador e se encolheu levemente esperando pelo pior, mas Mercador foi complacente para com ele e torna a "respirar aliviado".

Stevens pondera sua língua a partir daquele ponto, Mercador cobrava maiores informações, informações que não tinha, mas que conjecturava em sua cabeça.

_Desculpe senhor, mas não tenho esta informação, mas acho que seria no mínimo estupidez deletar alguém que tem tanto valor nessa guerra.

_Eu posso te levar até o lugar da captura do homem e trabalharmos a partir daquele ponto. O que me diz?
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Dom Fev 21, 2016 6:01 pm

O surfista acrescenta.

_Conhecendo Harper um pouquinho, eu duvido que ele escolheria um ponto da cidade com câmera para fazer uma transação qualquer com Sabás, mas posso fazer um check-up do entorno para ver se pego algo.

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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Dom Fev 21, 2016 7:50 pm

- Faça isso, meu caro. - diz deixando de lado aquela pintura, quase como se tivesse sido atraído de volta de um transe.

As questões tecnológicas eram a especialidade do "Surfista" não poderia esperar nada menos e, neste instante, lhe vem a mente o por quê de tê-lo Abraçado.

"Excepcional em sua arte..."
- e sorri para a cria. Algo que quase se assemelha a uma careta, diante de uma face tão deformada quanto a do Mercador. Talvez por isto ele evitasse tanto faze-lo.

- Acalme-se, Stevens... Nenhum sangue precisa ser derramado neste meu Santuário, certo? - Questiona-o enquanto caminhava para ficar de frente ao mesmo.

- Creio que este tipo de coisa... Não faz bem aos ... Negocios. -ao dizer isto, busca prender os olhos do neófito.

Apesar de naquele instante poder pressionar a psiquê do cainita, usando de suas habilidades sobrenaturais, opta por não o fazer. Não agora, pelo menos.

- Bom, vamos então, Stevens? - diz convidando-o a puxar à frente do grupo.

Ao faze-lo, ele apenas envolve as mãos em uma luva de couro, praticamente nova.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Dom Fev 21, 2016 10:27 pm

O surfista estala seus longos dedos(quase o dobro do tamanho normal) e se senta na cadeira de seu computador.

Os dedos de Surfista era como se uma aranha dançarina e frenética sapatiasse em cima do teclado do computador. Por conta disso Mercador perdeu um de seus homens de confiança, mas ganhou olhos no entorno do lugar.

The Zoo(nome escolhido por conta da música do Scorpions) faz uma última inspeção no seu cão, que parecia ótimo.

Checa sua bolsa e verifica se os raros adestrados estavam lá. Bem, estava tudo OK.

_Eu estou pronto...

Stevens avente com a cabeça para Mercador, dizendo também estar pronto para ir, indo então na frente do grupo como um guia.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por O Mercador em Sex Fev 26, 2016 1:32 pm

O Mercador segue os passos de Stevens, dentro da passagem principal. Mantinha seus sentidos atentos enquanto mantinha a 12 empunhada, apoiada no proprio ombro. Estava preocupado no que aquilo poderia acarretar - eram poucos para um confronto direto naquele formigueiro de monstros.

Caso aquele filhote lhe traisse, seria o primeiro a cair. Era melhor aguardar o pior - esta teoria nunca o falhou - surpresas boas sempre foram poucas, afinal.
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Sab Fev 27, 2016 12:25 am

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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Sab Jun 17, 2017 3:02 am


SEGUNDA TEMPORADA
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Re: A toca do Coelho - Ninhada da Colheita

Mensagem por Narrador em Sab Jun 17, 2017 3:03 am

Fazem exatos um mês que Stevens sumiu sem dar notícias e toda e qualquer busca que desempenharam foi vã.

Este repentino sumiço fez surgir alguns boatos entre os membros do clã:

-Steven cruzou o caminho de um Nictuko que estava de passagem pela cidade e teve um trágico fim
-Stevens está como infiltrado no sabá
-Stevens está como infiltrado nos anarquistas
-Stevens fugiu da cidade levando consigo seu novo amor, Hecate(do clã toreador)
-Hecate e Stevens foram mortos em uma investida sabá

E o pior de todos:

-A Ninhada da Colheita é a responsável pelo sumiço de Stevens. (Isso é mal para os negócios)

Como se não bastasse, pixações dos BICHOS(Nosferatu Sabá) em muitos trechos do subsolo vem surgindo, pedindo para agirem como um clã unido que são e solicitando livre acesso no subsolo, que pelo menos aqui, seja um território neutro e de não agressão.

Boris tomou uma ação brusca junto a Ninhada Da Vigília Perpétua e Obliterou um bando inteiro do Sabá composto inteiramente de Nosferatu.

Todavia, alguns simpatizaram com a idéia e até mesmo criticou a ação de Boris. Com isso, a "Ninhada Super Mouse", um grupo de ratos viciados em coisas tecnológicas, debandaram para o lado dos anarquistas.

As coisas tem ficado feia aqui embaixo, principalmente depois que Austin se tornou a cidade que esta impedindo o avanço Sabá.

Outro fato que gerou desconforto foi que recentemente Boris deixou de agir diretamente no subterrâneo após assumir o cargo de Zelador do Elísio. Se estava ruim com ele, certamente está pior sem ele.
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